quinta-feira, março 14, 2002

A Luz Fantástica - Discworld

"Grande A'Tuin, a tartaruga estelar, tem a carapaça coberta de metano congelado, marcada por crateras meteóricas e areada com poeira asteroidal. Grande A'Tuin possui olhos como oceanos antigos e seu cérebro tem o tamanho de um continente, pelo qual os pensamentos se movem como pequenas geleiras luminosas. Grande A'tuin, das enormes, vagarosas e tristes patas e do casco polido pelas estrelas, avança na noite galáctica sob o peso do Disco. Grande como os mundos. Velha como o Tempo. Paciente como uma rocha.
(...) Grande A'Tuin, na realidade, está se divertindo à beça.
Trata-se da única criatura em todo o universo que sabe exatamente aonde vai."

A Luz FantásticaRincewind, o mago que não é mago (?), ataca novamente em A Luz Fantástica, segundo livro da série Discworld criado pelo inglês Terry Pratchett e que está sendo editado aqui no Brasil pela Conrad.

No final de A Cor da Magia, Rincewind, DuasFlor e a Bagagem, caíram pela borda do mundo. – Hein? Borda do Mundo? – Isso mesmo! Estamos falando de Discworld, o mundo plano em forma de disco que está apoiado no lombo de quatro elefantes gigantes, que, por sua vez, sustem-se sobre a carapaça de uma enorme tartaruga. Lembrou?

Bem! Como eu ia dizendo, depois que resvalou pela borda, Rincewind caiu de volta no Disco. Isto aconteceu devido a um “pequeno” reajuste na realidade feito pelo Oitavo, o livro de magia que contém os oito feitiços mais poderosos, ou continha, já que o oitavo feitiço está alojado em algum recanto escuro e sombrio da mente de Rincewind (lembra do único feitiço que ele sabia?).

Enquanto Rincewind e DuasFlor tentam entender o que havia acontecido, na Universidade Invisível, os chefes das oito ordens de magos fazem uma descoberta terrível. Uma antiga profecia está preste a se concretizar. Se os oito feitiços do Oitavo não forem ditos até o Reveillon, o Disco será destruído.

A partir daí, magos de todo o Discworld partem em uma caçada pela cabeça de Rincewind.

E não posso deixar de ressaltar que o Morte rouba a cena novamente nesse livro. Afinal de contas, ele é o Morte, um dos quatro Cavaleiros do Aprocralipse. Mas enquanto o Dia do Juízo Final não chega, ele aguarda pacientemente no além jogando um carteado com seus companheiros Peste, Fome e Guerra.

Terry Pratchett consegue se superar. Se A Cor Da Magia é bom, A Luz Fantástica é muito melhor. A leitura é leve e fluente e a história, empolgante, fazendo com que você só queira parar quando chegar à última página. É impossível ler este livro sem dar várias risadas e até mesmo algumas gargalhadas. Por isso, aqui vai um conselho: Não o leia em lugares públicos!

Aqueles que não leram A Cor da Magia podem ler A Luz Fantástica sem problema algum, já que o autor retoma os pontos importantes para a compreensão da história. Claro que você aproveitará muito mais este segundo livro se tiver lido o primeiro.

Então longa vida ao Rincewind... e também ao Morte, se é que isso é possível!

DADOS TÉCNICOS

A Luz Fantástica
Terry Pratchett
Editora Conrad
227 páginas
Compre Aqui


SÉRIE DISCWORLD

1 Comments:

At 1:46 AM, Blogger MV, O Bossa Nova said...

Já li esse livro, é realmente muito bom. só comprei porque não achei o "A Cor da Magia". ótima resenha.

 

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