domingo, junho 02, 2002

Direitos Iguais Rituais Iguais - Discworld

Direitos Iguais Rituais Iguais - DiscworldVocê já pensou o que aconteceria se o mago Merlin fosse mulher? Ou já se perguntou o porquê de Gandalf nunca ter se casado? Estas são algumas das questões que Terry Pratchett tenta explicar em Direitos Iguais Rituais Iguais, o terceiro livro da série Discworld a ser editado no Brasil pela Conrad.

Esta é uma história sobre sexo. Bem! Na verdade é uma história sobre magia, mas tem um pouco de sexo também. Claro que não no sentido literal da "coisa"! Tudo começa quando Drum Billet, um velho mago preste a morrer, está procurando por alguém que possa ser seu sucessor. No entanto, ele só pode repassar seus poderes mágicos a alguém que seja o oitavo filho de um oitavo filho. Billet encontra, em uma pequena vila, um recém nascido que casa perfeitamente com tal estranha combinação. Mas o velho mago, após repassar seus poderes, descobre tarde demais, que o recém nascido não é um menino, e sim, uma menina!

Mas há algum problema nisso? - Mas é claro que há! Todo mundo sabe (ou pelo menos todo mago sabe) que uma mulher não pode ser maga. Sim! Pois uma mulher maga é na verdade uma bruxa. Este fato é tão estranho quanto um homem ser um bruxo (pois na verdade ele seria um feiticeiro!). Isso acontece porque existe magia e... magia! A magia emotiva, natural das mulheres, que é baseada na intuição, e a magia racional dos homens, cheia de conceitos, métodos e cálculos. E pode ter certeza que os dois tipos de magia não convivem harmoniosamente.

Agora com oito anos de idade, aquele bebê, se transformou em uma linda meniniha de cabelos castanhos. Eskarina, como foi batizada, estava sendo iniciada nas práticas da bruxaria pela Vovó Cera do Tempo. "Esk" mostra-se uma boa aprendiz de bruxa, pois ela aprende muito facilmente a utilizar os vários tipos de ervas e a preparar as poções mágicas. Mas Vóvo Cera do Tempo estava notando algo entranho na menina. A magia dos magos começa a "brotar" em Esk de forma espontânea e sem controle, fazendo grandes estragos por onde a menina passasse. Para evitar que Esk se transforme em uma catástrofe ambulante, a velha bruxa decide levar Esk para a Universidade Invisível, o único lugar onde a menina poderá aprender a controlar seus poderes. Mas agora é que começa os verdadeiros problemas para Esk, pois para ser aceita na Universidade Invisível, um lugar onde por tradição só estudam homens, ela terá que vencer o preconceito e o machismo dos magos.

Não considero Direitos Iguais Rituais Iguais tão bom quanto os dois primeiros livros da série, A Cor da Magia e A Luz Fantástica. Mas ainda assim é um bom livro, pois o sarcasmo e ironia de Pratchet continuam fortemente presentes. A história ira cativar, sobretudo as mulheres, pois aborda um tema tão comum ao universo feminino, que é a luta por igualdade sexual. Já os homens irão apreciar muito mais a história se soltarem seu lado feminino (mas não vão soltar demais!).

Alguns de vocês já devem ter percebido que, neste livro, Rincewind dá lugar a Esk como protagonista. Mas os fãs do mago picareta não se preocupem, pois Rincewind estará de volta em Sourcery, o quinto livro da série.

E tenho que dar os parabéns a Conrad pelo bom trabalho que tem feito com a série Discworld, sobretudo quanto à tradução. Como Terry Prachet usa e abusa de trocadilhos, principalmente com os nomes dos personagens e lugares, a tradução dos mesmos se torna uma tarefa árdua. E a editora tem contornado muito bem este problema, adaptando da melhor maneira os nomes para o português e mantendo no original aqueles que penderiam o sentido caso fossem traduzidos.

DADOS TÉCNICOS

Direitos Iguais Rituais Iguais
Terry Pratchett
Editora Conrad
221 páginas
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SÉRIE DISCWORLD

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