segunda-feira, janeiro 31, 2005

Princess Maker II

Por Razor

Olá senhoras e senhores, como vão todos? Ainda estão de ressaca dos Cangaceiros do Zodíaco? Bem, bem... Não vou satirizar nenhum anime desta vez (bom, não exclusivamente... hehehe). Eu estava escrevendo uma matéria sobre o game Deus EX, mas como eu não me lembro de uma porrada de coisas a respeito, e já que eu voltei a jogar o Princess Maker 2 (depois de tanto tempo), eu acabei escolhendo fazer uma matéria sobre ele, pois esse jogo também não deixa nada a desejar. Ele simula o seu grau de paternidade de uma forma indireta (bom, mesmo porque eu nunca vi nenhum pai tratar a sua filha como um Tamagochi, pelo menos até hoje!). Bom, sem mais delongas: Boa leitura!

PARTE I: A HISTÓRIA DO JOGO


Há muito tempo atrás (quando o homem ainda nem tinha descoberto a roda), em uma terra distante havia um glorioso reino (isto está parecendo a história da Bela Adormecida). As pessoas deste local viviam de forma pacífica e harmoniosa, mas no entanto, acabaram se tornando arrogantes e pecadoras (todos viraram argentinos). Os deuses no paraíso (plágio do Olimpo) olharam para baixo, e decidiram que a Terra deveria receber uma lição para pagar por todos os seus pecados (fazendo com que todos assistissem uma maratona de Dragon Ball Z). Depois disto, Lucifon (judiaram até do nome do capeta) e seus seguidores ergueram um exército do submundo das trevas para travar um ataque contra o reino (estilo He-man). O povo lutou de maneira dura (hmmm...), mas o demônio era forte demais para todos (usava o anabolizante patenteado do Duke Nukem).


Quando a esperança de todos começava a ir para o brejo (DBZ ainda estava na saga do Freeza), apareceu um destemido guerreiro do leste (não, não era o Clint Eastwood). Lucifon (uma mistura de demônio com panela de teflon) foi repentinamente surpreendido. O guerreiro desafiou Lucifon para uma batalha Pokémon. A luta foi longa e entendiante (mais enrolada que a do Yusuke contra o Toguro, em Yu Yu Hakusho). O primeiro a cair foi Lucifon (que havia bebido além da conta). Depois disto, ele perguntou ao guerreiro: "Por que você luta por estes argentinos, sendo que você é brasileiro?". O guerreiro não sabia o que responder, mas manteve o seu olhar fixo para o Príncipe das Trevas (olhar 43, o danado vai acabar gamando assim... ui!). Lucifon, sabendo que havia sido derrotado, fez jus a sua reputação de vilão, prometendo que iria voltar um dia para conquistar o mundo e blá blá blá, aquele besteirol de sempre que todo mundo já está de saco cheio de ler.

O guerreiro foi aclamado um Herói (isto mesmo, com H maiúsculo) pois foi o único que conseguiu detonar Lucifon e o exército inteiro de demônios (fazendo bico até para Rambo, Robocop e Exterminador do Futuro juntos). O rei e a rainha (Pelé e Xuxa) convocaram o Herói para comemorar a notável vitória na corte, com direito a pagode e churrasquinho de gato. O rei graciosamente (uiii...) agradeceu o Herói por fazer o trabalho sujo, e copiou de forma descarada um daqueles finais melosos de Pokémon, dizendo que havia aprendido a sua lição, e que ele jamais iria brincar de médico com a enfermeira novamente. A rainha colocou a mão no ombro do marido, dizendo que ele era um pervertido safado e pinguço, e que se continuasse assim, ela iria fugir com o tintureiro, mas ainda assim, admitiu que tinha um pouco de culpa também (no entanto, a culpa acaba sempre sendo do marido no final das contas). O rei então convocou o povo inteiro da corte para cometer um genocídio, mas como isto iria ser contra o regulamento do anime (pega leve gente, isto aqui não é Spregan), decidiu somente dar uma bronca no pessoal., e então, passou a fase inteira do Perfect Cell para todos assistirem. Depois desta confusão toda, o rei decidiu dar um emprego para o Herói, onde este não precisaria fazer absolutamente nada e ainda iria ganhar para isto (o sonho do Zé Carioca). O Herói pensou por um instante (a mãe devia ser loira), mas depois aceitou a oferta. "Eu acho que isto não será uma má idéia", disse sorrindo de forma sarcástica.

Vários meses se passaram (até que enfim, não tava agüentando mais esta enrolação toda), e o reino finalmente havia voltado ao normal. Isto, pois depois de arrumar este trampo, o guerreiro decidiu se aproveitar do seu cargo para desviar uma "renda extra" para o seu cofrinho particular. No entanto, os deuses ficaram em dúvida se isto era bom ou ruim. Enquanto isto, o nosso amigo, o Herói, ficava cada vez mais contente vivendo no reino, a cada dia que se passava (também, com um emprego destes, até meu cachorro). Uma noite, após um árduo dia de trabalho (coçando o saco e tirando meleca do nariz), o Herói sentou-se na grama, e começou a observar as estrelas (apertando um baseado). Uma estrela em particular, parecia brilhar mais que as outras (era a Estrelinha Mágica da Turma da Mônica). O Herói podia jurar que havia escutado o próprio nome, mas ficou em dúvida, pensando se aquilo não era somente um efeito colateral do barato que tava deixando ele ligadão. Ainda assim, quando ele estava prestes a puxar a espada da bainha, a estrela brilhante aterrissou em um campo aberto (ó meu deus, será o ET?). O herói correu que nem uma vaca louca para ver o que tinha caído (que nem brasileiro quando vê acidente em rodovia). Na verdade ele não entendeu nada, pensou que estavam gravando o primeiro episódio de Smallville, mas ainda assim, estava determinado a descobrir o que estava se passando, e deu um gás maior que o do Forrest Gump. O objeto que ele pensava ser uma estrela, era na verdade... Uma garota! E ele refletiu por um instante: "Cacete, tira a cerveja da cegonha".

"Bravo herói", uma voz ecoou em sua mente, "Por causa da sua atitude imbecil de proteger uma cidade repleta de argentinos, você foi escolhido pra tomar conta desta menina". O Herói, que estava doidão, não entendeu direito o que estava se passando, mas estava curtindo aquela piração toda como nunca. E continuou a ouvir aquela voz: "Esta gentil menininha não possui mais que 9 anos. Ela já participou do filme O Exorcista, e desde que nasceu, viveu afastada da maldade e da impureza do mundo (ou seja, não conhecia São Paulo), e ela precisa de alguém que seja bravo, forte, másculo, gostoso, tesão... Erm, leal e..." e o Herói a interrompeu: "Ôpa, pera lá caracas! Vamos lá no Ratinho fazer o teste de DNA!!" e a voz respondeu: "Tá bom vai, eu pago a pensão da pirralha!" e a menininha flutuou até os braços do Herói (clichê de DBZ, novamente). "Eu confio a você, honrado herói (ah tá, falou viu!) esta menina". A voz começou a se extinguir (os créditos estavam se acabando, celular pré-pago é duca), mas o Herói finalmente ouviu: "Bom, de qualquer forma, se vira mané". Pensamentos começaram a se passar pela cabeça do Herói rapidamente: "... Soh.......... Soh............. Sohhhhhhh....". Enquanto isto, ele estava carregando a garota (que estava peladinha, por sinal) em seus braços (ainda bem que só ele tava doidão, já pensou se... Bom, mudando de assunto...). Após alguns instantes, ela abriu os seus lindos olhinhos, e percebeu que estava encarando um cidadão completamente desvirtuado, babando, com os olhos vermelhos e disse: "Papai...". O coração do herói derreteu (que lindinho, vou escrever no meu diário!) e a resposta dada por ele foi: "Não me amola que eu 'tô numa nice'!"

Um ano se passou, daí então o Herói e a sua filha retornaram ao local que se encontraram pela primeira vez (para se lembrar do tamanho do buraco que ela havia feito. Ai como era graaaande!). E daí a aventura se inicia...

PARTE II: O JOGO EM SI

Bah, chega de enrolação, vamos ao que interessa!

Princess Maker foi um jogo desenvolvido por Takami Akai e pela empresa Gainax (sim, a mesma responsável pelo desenvolvimento da série animada Evangelion), no ano de 1991. Mas pera lá, não pense que você irá controlar uma princesa endiabrada, controlando um EVA animalesco e destruindo metade do mundo (ahhhhh!). Na verdade, esta série já alcançou o seu 4º lançamento de sucesso, onde os dois primeiros foram lançados para DOS, enquanto que os dois últimos, foram lançados somente para o console DreamCast.

Depois de assistir a enrolação toda do início do jogo (comentada na primeira parte), você se torna pai de uma garota de 10 anos, e a partir daí, você fica responsável pelo seu crescimento, desenvolvimento e educação pelos próximos 8 anos de vida dela (até ela ter idade o suficiente para ir em cana). Portanto, ela poderá se tornar desde dona-de-casa (típica Amélia), até esposa do capeta (literalmente). Ao todo, o jogo possui mais de 70 finais diferentes. Ou seja, você já terá cortado os pulsos antes de pensar que já viu todos os finais existentes.

Durante a vida da pimpolha, ela deverá estudar, trabalhar, participar de aventuras (estilo jogo de RPG mesmo) e até sair de férias com o papai (lalala). Bom, tudo o que eu sei, é que tudo isto custa muito caro neste jogo. E para tanto, é preciso explorar a fedelha (já que o pai é um tremendo de um vagabundo, que só se preocupa em manipular a vida dela), colocando-a para lavar pratos no restaurante, ou até fazendo com que ela se torne dançarina de cabaré.

Bom, acho que nem preciso dizer que este jogo foi um sucesso no Japão (e na Ásia em geral). No entanto, nunca foi lançada nenhuma versão para o Ocidente. Mas, ainda há um restinho de esperança que esta série de jogos seja lançada por aqui. O jeito é cruzar os dedos e contar com a sorte.

As más línguas por aí, dizem que na verdade este jogo faz jus ao estilo Hentai. Mas, como o nível de perversão deste negócio não atinge os patamares que os viciados em pornografia almejam de forma tão excessiva (isto foi profundo, não?), sinto desapontá-los, mas eu diria que as coisas não funcionam bem assim. Quer dizer, se você for um pedófilo em potencial... Bem... Nada não, continuando...

PARTE III: BOTANDO A MÃO NA... MASSA

Escola

Bom, se você desejar que a sua filha não seja uma analfabeta, integrante do programa Big Brother Brasil ou até mesmo dançarina típica do Faustão, você deverá fazer alguns sacrifícios para dar educação a ela (nem que seja na base do chicote, ui!). Ela poderá optar pelas seguintes escolhas: Ciências, Poesia, Teologia, Estratégia, Esgrima, Luta , Magia, Protocolo, Pintura ou Dança. Por sinal, nada é de graça (até jogando no PC você tem que ter grana, esse mundo é muito escroto). De acordo com as opções que forem selecionadas, sua filha irá obter pontos diferenciados em vários tipos de habilidades que o jogo oferece (ou melhor dizendo, especialização do trabalho, Taylor deve estar se revirando no túmulo).

Trabalho

Sim, este jogo é simplesmente politicamente incorreto. Ou seja, você pode colocar a sua filha de 10 anos de idade (que ainda nem sabe a diferença de bala para pirulito), para suar o vestido (tava pensando o que, hein seu pervertido). Mas isto tem de ser feito mesmo, já que o pai é um Homer Simpson da vida. Não faz absolutamente nada. A única desvantagem para este urubu interesseiro, é que toda a renda arrecadada, só pode ser utilizada em proveito da própria filha com estudos ou itens que ela pode comprar na cidade (a desgramada deve ser filiada do partido ACP, ou melhor dizendo, Acertando as Contas com o Papai, fundado pelo extinto Macaulay Culkin, astro do filme Esqueceram de mim, e tara particular do Michael Jackson nas horas vagas) . Bom, pelo menos isto, né? Senão acho que o nome do jogo seria "Vagabundo Maker". As profissões disponíveis são: Dona-de-casa, Babá, Arrumadeira, Fazendeira, Freira, Cozinheira, Lenhadora, Cabeleireira, Pedreira, Caçadora, Coveira, Professora, Garçonete, Prostituta e Dançarina de cabaré. Bom, resumindo: quase todas as profissões, de índole bastante questionável (exceto cabeleireira, que coisinha mais chiquérrima... huhuhu).

Aventuras

Bom, se você não é o tipo de pai que gosta de ficar brincando de casinha, você pode transformar a sua filha em um monstro-assassino. Sim, ela pode sair por aí se aventurando no mundo atrás da cabeça de monstros e riquezas (que contribuem muito para os estudos... hehehe). Mas, ao contrário dos jogos de RPG tradicionais, ao invés da fedelha ganhar pontos de experiência, o prêmio recebido são pontos de pecado. Então, com o passar do tempo, a garota fica com uma tendência de se tornar Hitokiri Kenshin (o Battousai). Mas para que ela possa ser capaz de enfrentar tantos monstros, ela precisará treinar muito na escola, e também precisará de armas e armaduras (os psicopatas de plantão, que nem o Camilo, meu ex-professor de matemática, ficarão de olhos arregalados quando virem uma katana). Depois estes pontos de pecados podem ser removidos, caso a pequena assassina trabalhe na igreja, ou doe dinheiro para a freira (isto me lembra uma música do Led Zeppelin: "And she's buying a stairway to heaven..."). Estas aventuras dividem-se em 4 territórios diferentes: Oeste (deserto), Sul (lago), Leste (floresta) e Norte (geleiras).

Festival da Colheita

A cada ano que se passa, há um festival que divide-se em 4 categorias diferentes: Combate, Arte, Dança e Culinária. Conforme o nível de habilidades da pirralha estiver presente na ocasião, ela estará sujeita tanto a vencer quanto a perder para os desafiantes. E com o passar do tempo, a menina encontrará uma rival pelo meio do caminho (só para esquentar um pouco as coisas). Se ela vencer o torneio que por sinal dura 1 mês inteiro (cidade de vagabundos, nem o Carnaval dura tanto), receberá uma bela quantia em dinheiro, e mais um prêmio especial que é dado pelo rei. No entanto, eu não recomendo que você tente vender este item no bazar da cidade. Antes dos Estados Unidos da América criarem o FBI, já existia uma agência responsável pela fiscalização do planeta. E para tanto, se você for pego vendendo muamba, vai levar uma sova do rei, e sua filha irá perder reputação na sociedade (vai ser taxada de traficante de quinta).

PARTE IV: CONCLUSÃO

Vamos lá! Após jogar este jogo umas 10 vezes (até o fim), pude concluir que é muito bom, pois possui uma variedade muito grande de opções e de finais que podem ser obtidos. E com certeza, dá um aperto no peito quando os 8 anos se passam (o pai não pode levá-la ao motel, pois o jogo termina. Droga!). Este tempo todo leva em média de 2 a 3 horas para se passar, caso você jogue direto. Mas caso você não tenha saco o suficiente pra ficar usando e abusando da pirralha, basta salvar o jogo e voltar depois. Não sei qual o ponto negativo que eu poderia atribuir a este jogo. Quer dizer, sei sim. O jogo foi feito para rodar sob o sistema DOS. Para tanto, há muita gente que utiliza o Windows XP, e não consegue mais rodar nem o esquecido Doom (clássico da época). Bom pessoal, graças a Deus alguém pensou em nós, e desenvolveu o DOSBox. É um programa excelente para simular o DOS. Ele é praticamente auto-explicativo, mas caso alguém tenha uma dúvida de como se utilizar, por favor, entrem em contato comigo através dos comentários do site. Fora isto, o jogo é todo em inglês (o que é menos mal, imagina se fosse em japonês, aí eu preferiria contar grãos de areia). Ah, antes de eu encerrar, gostaria de disponibilizar o link do jogo para download.

PARTE V: AGRADECIMENTOS

É gente, outro Fusca que foi pago! Gostaria de agradecer ao Galford, por ter avaliado esta matéria (como é de praxe), ao Cadu, por mandar ver na censura (esse é meu garoto!), ao Shin-Chan (este é básico), ao site Vham por disponibilizar o link para download do jogo (valeu povo!), ao site DOSBox (maravilha de emulador!) e ao site KKPMC, por me oferecer as imagens e uma base para adaptação da tosquice (thanks a lot Kit ^^). Valeu de novo meninos e meninas, até a próxima babaquice!

2 Comments:

At 11:53 PM, Anonymous Anônimo said...

kkkkkkkk
Ameei, super engraçados seus comentarios ;D

Faltou falar do esquema com a realeza la q todo dia 1º de janeiro chega o principe disfarçado no castelo (ou algo assim pq faz tempo q eu nao jogo, aí eu nao lembro direito).
Mt bom :D

 
At 11:13 PM, Blogger Razor NetOut said...

Muito obrigado! Faz tempo que eu escrevi esse texto, mas realmente esse jogo é muito bacana :)

Verdade, é que esse jogo é tão rico em detalhes que eu acabei me esquecendo de mencionar a respeito ^^

 

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