quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Star Wars: Episódio III - A Vingança dos Sith

Por Galford

Bem, bem, o ano é 2005, ano em que terminou mais uma trilogia, Star Wars. Sim, aquela que parecia a melhor novidade do universo até você assistir aos dois primeiros filmes. George Lucas, o ser mais amado e odiado por nerds da galáxia conseguiu fazer dois filmes deveras entediantes que só poderiam agradar mesmo os mais fanáticos da série, minando quase totalmente com a esperança de ver a trilogia ser fechada com chave de ouro. Mas para surpresas de alguns o filme foi muito elogiado e tido como a salvação da lavoura, só tem um problema, os tais críticos que glorificaram o filme não eram fontes confiáveis porque seus critérios eram deturpados pelo seu lado fã da força, então vamos a análise de alguns momentos de forma mais imparcial possível:

Passado a musiquinha básica e as letras subindo para infinito descobrimos que o Senador Palpitine foi raptado, e cabe a Anakin, Obi Wan e cia., cuidar do problema, então já começamos com altos loops especiais que deixam qualquer um com labirintite. Logo descobrimos robozinhos que gritam, uma nave que funciona com asa quebrada, e um portão de segurança máxima que possui uma caixa de força bem do lado de fora bem protegida de qualquer tiro. Dentro da nave, Anakin e Obi Wan exibem os golpes de sempre para destruir robôs. Então aparece Conde Dooku que luta com ambos e aqui já rola um problema, chamaram Christopher Lee porque isso ia garantir uma boa atuação, só que ele já é um baita velho, então as cenas de lutas ficam bem no nível dos filmes do Mazzaropi. Por fim, Anakin corta as duas mãos de Dooku (primeira de várias mãos cortadas durante o filme). Conhecemos Grievous, um ser meio robô, meio alien, tu espera uma putcha personagem, mas só consegue um robô asmático.

Obi Wan, o Rambo do espaço decide ir sozinho para o planeta onde Grievous se esconde. Antes da luta começar, o robozito mostra que tem quatro braços e pode lutar com um sabre de luz em cada mão, ele vem fazendo altos efeitos de luz, então você espera uma putcha luta de novo, mas nada, pode continuar seu cochilo, o excesso de luzes dos sabres (que não refletem luzes em outros objetos não sei porque) impede de ver direito o que acontece na luta, fora que tudo segue sem emoção. Pra ajudar, numa era com tantas tecnologias, Obi Wan escolhe como transporte um bicho que possue o grunhido mais irritante de toda série.

Mace Windu junto com 4 jedis decide prender o Senador Palpatine. Voltamos ao caso de velho que não sabe lutar (tirando o Pai Mei, claro). E dá-lhe luta sem sal. Sem contar que Samuel L. Jackson num fica legal com um sabre de luz, é só dar uma magnum na mão dele que ele despacha o cara em dois tempos no melhor estilo Shaft. Se Palpatine já era tosco, aqui ele extrapola de vez, sua atuação implorando é de envergonhar qualquer ator mexicano, aquele tom de voz, aquele bico, expressão, putz, como seria bom mudar a história e mandar aquele cara pro limbo. Não podemos esquecer da maquiagem, se o Senador era tosco na trilogia original, aqui ele se supera, parece um personagem digno de Xuxa e o Duendes. E nesse trecho vemos mais uma mão ser decepada.

Finalmente chegamos à cena que os jedis são exterminados, apesar de serem os fodões do universo eles morrem facilmente. Mas admito que gostei dessa parte pelo tom dramático e pela música, deu o clima triste que o evento precisava.

Enquanto isso na chewbaccalândia, os soldados do império matam quase todos, sobrando Chewie e seu companheiro. Impossível não rir na cena em que o wookie cede o braço para Yoda subir no seu ombro, parece que em seguido o wookie vai pegar uma caixa de música com bilhetinhos da sorte e pedir pra Yoda pegar um e oferecer a alguém.
Nota-se também a interessante cena de diálogo entre Chewie e seus companheiros, algo como:
-Auuu uuuu: O que fazemos agora?
-Auuu uu: Não sei!
-Auuu uuuu: Que tal ir lá em casar comer um pouco de Foster e escovar meus pêlos?!
-Auuu uu: Ótimo!

Agora rola um duelo Yoda versus Palpatine, o que esperar de um duelo de um anão verde contra um velho reumático, nada demais, o senador que apanhou do Mace, consegue ganhar do “O” mestre Yoda.

Finalmente rola o confronto de idéias de Padmé e Anakin, onde rolam as melhores frases do filme e também o esperado confronto pupilo contra mestre, a luta é a mais animada (mas nada de cair o queixo) do filme, com direito a um belo visual de lavas incandescentes, e pra variar, mais mãos decepadas, santa originalidade Batman. Anakin sem mãos e pernas, ainda é atingido pela lava e pega fogo, é cara, realmente não é seu dia, mas calma, o highlander da galáxia sobrevive, claro.

Padmé nas últimas dá a luz a Luke e Leia, e contrariando todas as leis universais da indecisão feminina, ela consegue escolher o nome dos bebês em poucos segundos.

Agora o momento mais esperado de todos, nascimento do temível Darth Vader, a primeira respirada, uhhh, cool Beavis, aí a mesa levanta, Vader dá um passo Robocop, grita um nãoooo e caga toda a cena. Aí sua parte termina com ele contemplando a futura Estrela (que tem forma de bola) da Morte, incrível que ela vai demorar quase 18 anos pra ser construída, só que na outra trilogia ela demora só alguns meses pra ser reconstruída.
Sem contar como o Luke e Han Solo, com alturas diferentes, passam despercebidos, vestido de soldados do império sendo que tais soldados são clones?!

Com o sol de fundo, num momento O Rei Leão, o fazendeiro Owen Lars e sua mulher seguram o pequeno Luke. Fica a esperança de alguém destruir o império e de que Geoge Lucas pare de editar os filmes originais.

Respiração final do Darth Vader, e fim!!!

Bom, realmente é o melhor filme da nova trilogia, também duvido que dava pra fazer piores que os anteriores, o filme é longo, e deveras entediante, parece que só na última hora do filme que o motor pega embalo, pior que pela obrigação de amarrar todas as pontas dos filmes anteriores com a trilogia original, o filme não apresenta nada surpreendente, sendo mais um filme esquecido em poucas semanas.

Em termos de atuação, Ewan McGregor como Obi Wan mantém o lado bom da força mostrando toda a dor de seu personagem ao enfrentar seu querido pupilo, com certeza o melhor ator do filme não devendo nada a Alec Guiness, Obi Wan original. Agora o lado negro da força é justamente Hayden Christensen como Darth Vader (irônico, não?). Se não bastasse a péssima atuação de Jake Lloyd fazendo Anakin criança, Hayden já não empolgava quando bonzinho, ao se tornar mal desandou mais, em termos de atuação robótica só perdeu para C3PO. Pra “ajudar” a situação, o roteiro não colabora, mostrando um Anakin se juntando ao lado negro da força rápido demais, e pelo que entendi, ele se tornou dark porque sua mulher ia morrer e mataram sua mãe, logo o imperador mais temido do universo foi criado por causa de duas mulheres, cara, eu sabia que a mulher podia destruir a vida de um homem, agora ajudar a destruir planetas, é algo novo e assustador.

Ainda tô tentando entender porque os robôs gritam e fogem de medo... pra que criar uma A.I. com essa programação?!

Tirando a luta de Darth Maul, as lutas dessa trilogia não empolgam mesmo, não são nada emocionantes, no máximo os caras dão aquele pulo de apresentação dos Changeman.

Não é um filme que você sai empolgado do cinema como aconteceu com Matrix e O Senhor do Anéis. A Vigança dos Sith é um filme que funcionaria quando saiu a primeira trilogia (que na verdade é a segunda, é, depois os nerds tiram sarro dos leigos quando não entendem isso), os tempos são outros, sabe, é difícil aceitar numa boa um bichinho verde dizendo palavras ao contrário, era preciso mais originalidade para prender a atenção hoje em dia, e não tem nada de inovador nos efeitos especiais do filme, o positivo é que pelo menos nesse, os filmes não aparecem mais que os atores, já tava enchendo o saco aparecer tanto personagem 3D nos dois filmes anteriores.

Enfim, A Vingança dos Sith empolga no final, é legal, mas é um filme esquecível, não é aquela coisa de você ficar empolgado pra assistir quando sair em DVD/Vídeo, minha vontade mesmo era comprar o Box da trilogia original no dia seguinte, o que impede mesmo é saber que o pentelho do George Lucas não para de editar os originais e que também estou sem grana. Ninguém quer fazer umas doações?! Hehehe

Se forem me xingar nos comentários, pelos menos façam de um jeito que tenha argumentos pra serem rebatidos. ^^

Mai-chan, obrigado pelas dicas de furos da trilogia.

1 Comments:

At 3:57 AM, Blogger Razor NetOut said...

hahaha dei boas risadas lendo este review Luciano... Concordo com boa parte das afirmações! Outra coisa que me ficou entalada na garganta, foi o motivo que fez o Lord Vader se converter para o lado negro da Força... O cara sai retalhando crianças e idosos só porque o imperador do mal (ou seja, alguém muito confiável) lhe diz que desta forma ele poderá salvar a esposa. Até que caiu bem este papel para o ator indicado, sabia? Se ele pretendia fazer papel de tapado, fez isto muito bem... XD

 

Postar um comentário

Links to this post:

Criar um link

<< Home