terça-feira, agosto 01, 2006

A vovó foi seqüestrada! (CatEnema)


Eu venho de uma linhagem de caipiras doidos. Digo isto, pois todos os meus parentes são de Kentucky, e todos eles são malucos. Dentre eles, há um tio meu chamado Ray (NÃO é o nome verdadeiro dele), por exemplo. Ele é o irmão mais novo da minha mãe. Esta é a história da vez em que ele tentou seqüestrar a minha avó.

Eu não sou nenhum psiquiatra formado, mas eu diria que o tio Ray é uma espécie de esquizofrênico bipolar paranóico psicótico pirado, clinicamente falando.

- Eu vou pegá-la nem que seja a última coisa que eu faça!


Ele gosta de se aproximar das mulheres do shopping da cidade e assustá-las tirando fotos, enquanto elas tentam fugir dele.

- Espere! Eu sou um fotógrafo!
- Socorro! Não!


Ele pensa que é milionário, e que tem o seu próprio helicóptero.

- Trouxas! Ha ha ha!


Um dia desses ele se infiltrou na casa de um completo estranho em plena luz do dia. Quando a dona do recinto chegou, ela o encontrou sentado no sofá, assistindo TV. Irritado, Ray exigiu satisfações daquela mulher que havia "invadido a sua casa". É, já deu pra sacar.

- Cai fora da minha casa!
- Hmm.. Posso ajudá-lo?


Quando ele não está internado no hospício, ele reside com a sua mãe (minha avó). Agora, eu não sou uma destas pessoas que pensam que os problemas decorrentes na vida de uma pessoa possam ser justificados de acordo com a educação de criação, mas ouso dizer que a vovó, que é de fato meio maluca, de certa forma foi responsável pelos "problemas" do tio Ray. Mas esta é outra história.

Um dia, não faz muito tempo, a vovó recebeu uma ligação do tio Ray. Ele disse que estava no centro da cidade, e que havia acabado a gasolina do carro.

- Venha me buscar!
- Ok! Daqui a pouco estarei aí!


A vovó entrou no carro dela, e saiu rasgando para ajudar o próprio filho. Naquele momento ela não sabia, mas em poucos instantes, ela teria uma GRANDE surpresa.

- Sente no outro banco. Eu dirijo!
- Ok!


Ela encontrou o Ray, e eles foram em direção ao posto de gasolina, detalhe: Com o Ray atrás do volante. Não deu nem tempo o suficiente dele entrar no automóvel, que ele surpreendeu a vovó dirigindo o veículo em direção a auto-estrada, sentido norte, em ALTA velocidade.

(Chicago 483 km)
- Hahaha!
- O que diabos você está fazendo?


Conforme ele ia desviando dos outros automóveis que estavam na pista (a uma velocidade aproximada de 161 km/h), Ray revelou para a vovó as suas verdadeiras intenções. Ele parecia culpá-la de tudo que deu errado em sua vida, e que estava disposto a se vingar de uma maneira bastante criativa, porém descontrolada. Ele explicou que iria levar a vovó até a cidade de Chicago. De acordo com o Ray, chegando lá, ele iria deixá-la em uma esquina qualquer, e daria linha na pipa. Fazendo isto, a sua mãe "supostamente" iria se tornar uma mendiga, forçada a viver o resto da vida passando fome e frio nas ruas de Chicago.

Neste meio tempo, ela ficou tentando convencer o Ray a esquecer daquele plano maluco, e dirigir de volta para casa, mas ele continuou seguindo em frente, determinado a chegar em Chicago. Finalmente ela conseguiu convencê-lo a parar no Cracker Barrel em Marion, Illinois dizendo que precisava ir ao banheiro. Com muita astúcia, a vovó esperou que o Ray entrasse no banheiro masculino para assim poder ligar para a minha tia Jane (NÃO é o nome verdadeiro dela).

- Socorro! Eu fui seqüestrada!
- Acalme-se!


A tia Jane ouviu a vovó explicando-se desesperadamente sobre tudo o que havia ocorrido. Então, um pouco antes da tia Jane anotar o endereço de onde eles estavam, a vovó parou. Ela disse que tinha de ir, pois o Ray já havia feito as suas necessidades e havia voltado para o carro, e ela não queria deixá-lo esperando. É isto mesmo, ela não queria deixar O SEU SEQÜESTRADOR esperando por ela! (Eu disse que ela era meio maluca). Felizmente a tia Jane convenceu a vovó a NÃO voltar para o carro, e sim, aguardá-la no Cracker Barrel, até que ela chegasse ali para poder resgatá-la. Naquele momento o Ray percebeu que a vovó estava no telefone pedindo ajuda, então enfiou o pé na tábua, deixando-a para trás, na neve, ao telefone, no Cracker Barrel.


- Hmm alô? Alô? Ray! Não!
- Te vejo no inferno hahahaha


Uma hora depois, a vovó já estava no carro da minha tia Jane a caminho de casa.

(Paducah 80 km)
- Graças a Deus terminou!


Mas espere... Ainda tem mais!

No dia seguinte, o Ray voltou para casa com o carro da minha avó. Ele agiu como se nada incomum tivesse acontecido. Pelo contrário, ele até pediu para que a vovó o acompanhasse até o centro da cidade, para que assim pudesse resgatar o próprio veículo, que havia sido utilizado como pretexto em sua frustrada tentativa de seqüestrar a própria mãe. Bem, adivinhe só - Isto mesmo, a vovó entrou no carro com ele! Será que esta mulher NUNCA irá aprender?

Só que desta vez, o Ray não foi em direção a Chicago. Ele simplesmente foi até o local aonde o seu automóvel estava estacionado. Chegando lá, o Ray pediu para que a vovó dirigisse o carro dele de volta pra casa, que por sinal, não estava sem gasolina. Após concordar com a solicitação, a vovó desceu do banco de passageiros, e foi em direção ao carro do Ray.

- Eu te encontro quando chegarmos em casa!
- "Isto é o que você pensa!"


Foi só ela sair do automóvel, que o Ray pisou no acelerador e saiu decolando, tentando atropelar a própria mãe. Antes disto, ela percebeu as intenções de Ray, pois conseguiu se desviar um pouco antes de virar molho de asfalto. E então ele se foi, deixando para trás somente poeira e o eco de sua gargalhada maníaca.

- Morra! Morra! Hahahaha!
- Arghhh!


Bom, depois disto, a vovó voltou para casa... Uma semana depois, o Ray também regressou ao lar, agindo como se nada bizarro houvesse acontecido, de novo. A vovó não mencionou nada, mas uma coisa de fato é certa: Ela nunca mais irá andar de carro com ele novamente.

- Eu estou indo ao shopping. Quer vir comigo? - com a câmera na mão
- Não obrigada!


hahaha acreditem ou não, de acordo com a fonte, esta história é verídica... Espero que tenham gostado! Eu não consigo parar de rir desta josta hahaha... Boa noite, e boas risadas para todos(as)!

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