domingo, janeiro 25, 2009

River City Ransom


Salve! Nessa sexta-feira, eu o Alkseregion, o Galford e o Raven tentamos jogar aquele jogo "The Legend of Zelda: Four Swords" do Gameboy Advance. Mas, como é de praxe acontecer na maioria das vezes, é claro que não funcionou.
Outros exemplos que eu posso citar é um mod de "Half-Life" que permite uma jogabilidade cooperativa via internet, e um outro (que ainda está engasgado até hoje), é o "Outrun 2006 C2C".
Ah, por sinal... Alguém aqui já ouviu falar naquele mod de MAME (e outros sistemas) chamado Kaillera? Aquilo é a maior falácia já programada na história da humanidade. Sim, você até que consegue jogar online... O problema, é que não dá para ir até o fim do jogo!! Sempre dá problema no meio do caminho... Quando você menos espera, o char do seu colega está dando socos e pulos aleatórios na fase (em virtude da falta de sincronia).
De qualquer forma, nesta tentativa o Alkseregion e o Galford foram roncar "cedo" (só se for para o café-da-manhã), daí ainda sobrou aquela vontade de jogar alguma coisa. Lembrei então daquele clássico do Nes 8-bits chamado "River City Ransom". Acredito que esse jogo tenha sido o pioneiro dos jogos de beat'n up que além de porradaria, também combina elementos de RPG.
Ao contrário do Kaillera (já mencionado anteriormente), o Nes possui um emulador chamado FCE Ultra. O cara que programou isso é um gênio. Quero dizer, de todas as vezes que eu já joguei esse treco online, nunca deu problema de conexão!! Então por que os outros não podem seguir o exemplo desse, pô?!
Bem, voltando ao tópico, o River City Ransom é então um jogo de briga de rua, que também se utiliza de elementos de RPG, ou seja, permite a evolução gradativa do personagem. Mas como funciona este sistema? Vamos começar o review, partindo-se do princípio da introdução (notou como isso soou redundante?).


Pra começar, a história do game é bem clichê. Ela segue mais ou menos a linha de Double Dragon (isso fica ainda mais evidente com o andar da história), onde um cara malvado decide seqüestrar a namorada de um dos protagonistas só pra mostrar quem é o fodão. Daí esse protagonista decide chamar um parceiro pra ajudá-lo a resolver a bronca. Todos os personagens envolvidos nos combates são estudantes que fazem parte de gangues (algo mais ou menos na linha de raciocínio dos primórdios de Yu Yu Hakusho). Cada gangue é identificada de acordo com a cor do uniforme escolar (dependendo desta, a força dos inimigos varia de fácil até muito difícil).
E então, basicamente é isso. Você sai na rua enfrentando caras com socos, chutes, voadoras, arremessos, pedradas, pauladas, latadas na cabeça etc. Alguns inimigos hilariamente sentem-se intimidados com você de vez em quando, e saem correndo dizendo coisas ridículas como: "Mamaaa!!".
Quando um rufião morre, ele se transforma em moeda. E este é exatamente este o ponto chave do RPG contido no game. Ou seja, ao invés de você acumular pontos de experiência, você junta dinheiro para evoluir o char. Mas como isso? E se você levar uma bela de uma surra e precisar se curar, o que fazer?
Bem, basta ir na cafeteria mais próxima e pedir um cafezinho. Vale observar que a voracidade do personagem é tão grande, que ele faz até mesmo questão de engolir a xícara junto. Na verdade, cada item disponível para consumo, produz um efeito diferente. Alguns servem para elevar o life, outros para aumentar pontos de força, pulo, resistência... E por aí vai. E não estamos falando somente de itens digeríveis. Você também pode muito bem comprar cds de música para agregar pontos. Ou até mesmo quem sabe, uma bota que aumenta a potência do chute.
No entanto, isso tudo não é nada comparado aos itens principais do jogo: Os livros. Não se deixe enganar... É através deles que você pode aprender novas técnicas que facilitam (e muito) a vida.
O jogo não possui muitas fases, mas isto realmente não é um problema. Afinal de contas, o RCR não é linear. Você pode ir e voltar para onde quiser na hora em que desejar.
Caso você venha a morrer no meio do caminho, você perderá metade do dinheiro que tiver em mãos, e o personagem será transportado de volta para o último check-point pelo qual passou (os shoppings onde você compra os seus power-ups). Então não é exagero ressaltar que é melhor tomar cuidado para não passar raiva depois.
Você só conseguirá chegar ao último chefão, após enfrentar determinados chefes que estão espalhados em determinados locais. Para liberá-los, é preciso matar cada um numa certa ordem. E foi exatamente por este motivo que eu nunca consegui finalizar este jogo no meu Micro-Genius (genérico do Nes). Eu ainda lembro até hoje que li numa revista imunda que era preciso comprar um livro especial para abrir os portões da escola onde a namorada do rapaz está sendo mantida como refém. Não acredite nisso! Vá atrás dos chefes! Preste atenção no que cada um fala antes de morrer, pois é exatamente aí que reside a chave para o mistério.
Complementando, na época em que o jogo foi feito, não havia como salvar o seu progresso para continuar depois. Qual foi então a solução apresentada? Exatamente, aqueles passwords com 300 mil dígitos para deixá-lo bastante feliz. Ainda bem que hoje em dia basta clicar em "Save Stat" e esquecer...
Detalhes à parte, a trilha sonora do jogo é bem bacana (considerando a época em que ele foi produzido). Os efeitos sonoros também são muito convenientes, especialmente nas cenas em que você vê o personagem rodopiando com uma cara de tonto no chão. O único ponto negativo, é o lag que o jogo apresenta quando a tela está muito "carregada" de elementos. Mas até aí, isso também não deixa de ser normal para o período do game.


Bom, eu escrevi tudo isso só para chegar neste ponto: Aproveitando a oportunidade que eu tive de jogar o River City Ransom do Nes com o Raven, eu fiquei com vontade de testar a versão EX para o Game Boy Advance.
Só pude chegar a seguinte conclusão: Realmente fizeram um excelente trabalho de remake! Os criadores adicionaram uma alternativa onde além de jogar "solo", você também pode optar por uma ajudinha do CPU, onde este controla um outro character para te auxiliar.
No início devo admitir que achei este recurso uma bela porcaria, pois o cara do meu time me batia mais do que os inimigos. Felizmente, eu percebi depois uma opção chamada "Strategy" (tipo aquela do Capitão Nascimento), onde você pode definir o comportamento dele. Isso com certeza foi bastante útil.
Além disso, o acabamento gráfico ficou super bacana (conforme você pode conferir no vídeo indicado). Eles também mantiveram a trilha sonora original, e até modificaram algumas coisas que eu achei bem legal (mas não vou entrar em detalhes para não estragar a surpresa).


Hmm mas já que estamos falando sobre isso, vamos encerrar então com a versão de Super Nintendo.
Conhecido como "Shodai Nekketsu Kouha Kunio-Kun" (ou simplesmente River City Ransom II), o jogo em si é muito divertido. Mas, ao contrário do RCR de Nes / GBA, o cenário deste foi completamente modificado. Nesta versão, eles decidiram manter os protagonistas vinculados a uma gangue de uma determinada escola.
Ao invés do processo de evolução ser realizado através do "consumismo", neste você evolui conforme for matando inimigos (o esquema de RPG tradicional). Através dessas evoluções, com o tempo você vai adquirindo novas técnicas para utilizar.
A parte mais engraçada é definitivamente a falta de noção do jogo. Você pode literalmente sair dando murros, maletadas, latadas em qualquer um que estiver passando na rua (desde um convencional membro de uma gangue rival, até uma senhora de idade). E mesmo que você não se envolva com ninguém, a aleatoriedade do jogo faz com que de vez em quando todos os presentes na tela comecem a brigar entre si. Curiosamente, às vezes, por algum motivo aparentemente misterioso, alguém decide lutar ao seu lado. Mas também, a parceria fica limitada somente àquele "round" por assim dizer, depois cada um toma o seu rumo.
Há um único problema que eu faço questão de mencionar: Este game nunca foi lançado nos EUA, ou seja, ele é originalmente todo em japonês. Mas, para a minha felicidade (e a de quem eventualmente se interessar pelo game), na época em que eu o joguei, havia um patch de tradução que até que dava conta do recado.
Infelizmente eu nunca cheguei a finalizá-lo, e não foi somente por causa de algumas partes que não estavam completamente traduzidas (hoje em dia a tradução está completa). É que o jogo é simplesmente muito difícil! Digo isso, pois sempre que você morre, você tem de voltar para o seu apartamento e tem de atravessar a cidade desde o princípio. Ou seja, chega uma hora que você literalmente fica com o saco na lua...

Bem, é isso aí pessoal! Caso alguém tenha sentido o interesse de jogar alguma destas versões, eu definitivamente recomendo.
A internet é uma "mãe" por si só, ou seja, hoje em dia é relativamente fácil encontrar o que você estiver procurando. Mas se alguém estiver com dificuldades de localizar qualquer coisa inerente a estes jogos para baixar, basta deixar um comentário aqui que eu irei ajudar.

Na próxima vez, eu vou ver se escrevo sobre os outros jogos que se originaram a partir deste. Até mais, e um excelente domingo! (o sábado já se escafedeu... Daqui a pouco eu apareço por aqui de novo... Eu acho...).

PS. Curiosamente, enquanto eu procurava uma imagem para ilustrar este texto, eu acabei me deparando uma coisa que não estava esperando... Aparentemente existe uma versão online do jogo! Para ver a imagem, basta clicar aqui. Agora estou em estado de choque... Bah, vou terminar de editar tudo e vou dormir que eu ganho mais...

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